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Cicatrização · atualizado em 12 de julho de 2026 · por Beth Perez

Ozonioterapia na cicatrização de feridas: como funciona

Na cicatrização de feridas, a ozonioterapia atua em três frentes: combate microrganismos que atrasam o reparo, melhora a oxigenação e a circulação local, e estimula fatores de crescimento que aceleram a formação de tecido novo. A evidência é mais forte em feridas crônicas, como as úlceras do pé diabético, sempre como terapia adjuvante aos cuidados convencionais da ferida.

Como o ozônio ajuda uma ferida a cicatrizar?

Feridas crônicas, definidas como aquelas que não cicatrizam no período normal de 4 a 12 semanas, costumam estar presas por três obstáculos: infecção, baixa oxigenação e inflamação persistente. O ozônio medicinal age sobre os três. Ele tem ação antimicrobiana de amplo espectro sobre bactérias, fungos e vírus, o que reduz a carga microbiana local, um fator que frequentemente trava a cicatrização.

Além disso, o ozônio melhora o transporte de oxigênio pelos glóbulos vermelhos e estimula a formação de novos vasos, levando mais oxigênio à região. A literatura descreve ainda o aumento na expressão de fatores de crescimento como VEGF, TGF-beta e PDGF, que são as proteínas que orquestram a regeneração do tecido.

O que os estudos mostram sobre feridas e pé diabético?

A úlcera de pé diabético é a condição com evidência mais consolidada. Uma revisão sistemática com meta-análise reunindo 11 estudos e 960 pacientes encontrou redução significativa da área das úlceras e um risco relativo de 0,46 para amputações, quando o ozônio foi somado ao tratamento padrão. Em números, isso representa uma redução expressiva do risco de amputação em relação a quem fez apenas o cuidado convencional.

Um ensaio clínico com 50 pacientes diabéticos mostrou taxa efetiva de 92% no grupo ozônio contra 64% no grupo controle, com maior redução do tamanho da ferida. A literatura documenta ainda reduções de área de ferida entre 66% e 85% em diferentes protocolos. É sempre importante frisar: o ozônio entra como adjuvante ao tratamento da ferida, não no lugar do curativo, do controle glicêmico ou do acompanhamento médico.

Quais tipos de lesão costumam ser trabalhados?

Além das úlceras do pé diabético, a ozonioterapia é estudada em feridas infectadas de difícil cicatrização, lesões de pele, queimaduras e no apoio à recuperação de tecidos. As vias mais usadas são o bag de ozônio para extremidades, a água e os óleos ozonizados aplicados localmente. A escolha depende do tipo, da localização e do estágio da lesão.

Para entender o mecanismo por trás desses efeitos, veja o que é ozonioterapia e como ela atua no organismo.

Perguntas frequentes

A ozonioterapia substitui o curativo convencional? Não. Ela é adjuvante: soma-se aos cuidados da ferida e ao acompanhamento médico, potencializando o reparo, mas sem substituir o tratamento de base.

Serve para qualquer tipo de ferida? É mais estudada em feridas crônicas e infectadas. Cada caso exige avaliação para definir a via e o protocolo adequados.

Em quanto tempo a ferida melhora? Depende do tipo e da gravidade da lesão. Os estudos mostram aceleração do reparo, mas o tempo é individual e acompanhado ao longo das sessões.

Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. A ozonioterapia é uma prática integrativa e complementar (Lei nº 14.648/2023), aplicada junto ao acompanhamento de saúde. Resultados variam de pessoa para pessoa.
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